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Eficiência energética e Powershift: como eletrificar processos, reduzir emissões e aumentar a competitividade

Entenda como eficiência energética, Powershift e eletrificação industrial ajudam empresas a substituir combustíveis fósseis, reduzir emissões e aumentar a competitividade

Eficiência energética, Powershift e descarbonização


A descarbonização é o processo de redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), especialmente o dióxido de carbono (CO₂), associado à transição para uma economia de baixo carbono e às metas de neutralidade climática.


Nesse contexto, a eficiência energética tem um papel importante, mas não atua sozinha. A eficiência energética melhora a relação entre a energia utilizada e o resultado entregue. O Powershift substitui combustíveis fósseis por eletricidade nos usos finais. A energia renovável reduz a intensidade de carbono da eletricidade consumida. Já a gestão de energia organiza dados, indicadores, metas e decisões para integrar essas frentes e melhorar continuamente o desempenho energético.


Essas frentes podem fazer parte de uma estratégia mais ampla de descarbonização. Nesse contexto, a eletrificação industrial pode substituir processos, equipamentos e sistemas térmicos movidos a combustíveis fósseis por tecnologias elétricas mais eficientes, preferencialmente abastecidas por energia renovável.


A Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO/ONU) sistematiza os diversos tipos de estratégias e ações, e divulga 5 blocos básicos atuais da descarbonização industrial:


1) Eficiência de Materiais
2) Eficiência Energética
3) Energia e Matérias-Primas de Baixo Carbono
4) Eletrificação e Mudança de Processos
5) Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono


Dentre as condições habilitadoras para tais estratégias e ações de descarbonização destaca: existência de políticas públicas e programas de Incentivo, financiamento, e desenvolvimento de força de trabalho qualificada.


No ambiente corporativo, as emissões de GEE são normalmente organizadas pelo GHG Protocol em três categorias:


•    Escopo 1: emissões diretas provenientes de fontes controladas pela própria organização;
•    Escopo 2: emissões indiretas associadas à energia adquirida e consumida;
•    Escopo 3: demais emissões indiretas relacionadas à cadeia de valor.


A eficiência energética pode contribuir reduzir a quantidade de energia final necessária para as operações. Já o Powershift pode reduzir o consumo de combustíveis fósseis e as emissões diretas associadas às fontes controladas pela organização.


A eletrificação, entretanto, pode aumentar a demanda por energia elétrica. Por isso, o resultado energético e climático deve ser avaliado considerando o nível de atividade, o consumo total de energia final, a origem da eletricidade e as emissões associadas. As estratégias de transição energética podem combinar eficiência energética, Powershift, eletrificação industrial, fontes renováveis, eletrificação e gestão de emissões. 


O objetivo de Net Zero, por exemplo, não significa necessariamente eliminar todas as emissões, mas reduzir ao máximo aquelas geradas e trataras emissões residuais de acordo com critérios reconhecidos.


Assim, melhorar o desempenho energético é uma das formas de apoiar uma estratégia mais ampla de transição e descarbonização da economia.

 

Plano de ação para eficiência energética e Powershift


As ações de eficiência energética e Powershift podem ser implementadas de forma gradual.


No curto prazo, a empresa pode organizar, identificar desperdícios e mapear o consumo de eletricidade e combustíveis por processo e uso final.


No médio prazo, podem ser avaliadas iniciativas de submedição, automação, recuperação de calor e estudos de viabilidade para eletrificação. 


No longo prazo, projetos estruturais podem envolver bombas de calor, recompressão mecânica de vapor, aquecimento elétrico, caldeiras elétricas, baterias térmicas, eletrificação de frotas e outras tecnologias adequadas à operação. 


Cada projeto deve considerar viabilidade técnica e econômica, infraestrutura elétrica, contratação de energia, segurança, confiabilidade e impacto sobre as emissões.


O que é payback?


Payback é o tempo necessário para recuperar o investimento por meio dos benefícios financeiros estimados:


Payback simples = investimento inicial ÷ benefício financeiro anual estimado


Ele é útil para triagem, mas não deve ser o único critério. O retorno depende de tarifa, perfil de consumo, horas de operação, investimento, manutenção, vida útil, financiamento, produção e permanência dos resultados. Projetos mais complexos também podem exigir VPL, TIR, análise de risco e avaliação de benefícios não energéticos.



Como a AXIA se conecta à eficiência energética e ao Powershift?


A eficiência energética e o Powershift funcionam melhor quando integram tecnologias de uso final, infraestrutura elétrica, contratação, origem da energia e estratégia climática.


Nesse ecossistema, a AXIA Energia atua em geração, transmissão e comercialização, com soluções relacionadas à compra de energia, Mercado Livre e descarbonização.


A companhia também oferece a METRIA, solução voltada à estimativa e compensação de emissões e à oferta de créditos de carbono e certificados de energia renovável. 


A substituição de combustíveis fósseis por eletricidade pode criar uma nova demanda de energia e exigir adequações na contratação e na infraestrutura da unidade. Nesse contexto, a integração entre diagnóstico energético, eletrificação industrial e fornecimento de energia renovável permite avaliar o Powershift de forma alinhada aos objetivos operacionais, econômicos e climáticos da empresa.


Para aprofundar:


•    Geração e transmissão;
•    Comprar energia;
•    Mercado Livre de Energia;
•    Estratégia climática;
•    Descarbonização da economia;
•    Transição energética;
•    Gestão de Energia e Powershift;
•    Ecoeficiência;
•    Resposta da Demanda.


Quer avaliar como eficiência energética, eletrificação industrial e energia renovável podem apoiar a descarbonização da sua empresa? Conheça as soluções da AXIA Energia.

Consumo

Medido em kWh, MWh, GJ ou outra unidade compatível. Mostra o volume utilizado, mas não explica sozinho o desempenho.

Consumo total de energia final

Consolida eletricidade e combustíveis em uma unidade comparável, como GJ ou MWh equivalentes. Esse indicador permite avaliar se a substituição de combustíveis fósseis por eletricidade reduziu a quantidade total de energia necessária para entregar o mesmo resultado.

Consumo de combustíveis fósseis

Mede o consumo de gás natural, GLP, diesel, óleo combustível, carvão e outros combustíveis utilizados pela operação. Seu acompanhamento permite verificar a redução da dependência de fontes fósseis após a implantação de projetos de Powershift.

Demanda

Medida em kW. Representa a potência requerida e ajuda a identificar picos, simultaneidade e adequação da demanda contratada. Em projetos de eletrificação, deve ser utilizada para avaliar a carga adicional, os novos picos e a capacidade da infraestrutura elétrica.

Intensidade energética

É a razão entre energia e uma medida de atividade:


Intensidade energética = energia consumida ÷ atividade realizada


Exemplos:
•    kWh por tonelada produzida;
•    kWh por metro quadrado;
•    GJ por unidade de produto;
•    kWh por ocupante;
•    energia por hora operacional.


A EPE alerta que a intensidade energética não deve ser analisada isoladamente, porque também pode refletir mudanças na atividade e na estrutura econômica ou produtiva. 


Para acompanhar a evolução desses indicadores no Brasil, a EPE reúne no Atlas de Eficiência Energética Brasil 2025 dados sobre o desempenho energético de diferentes setores da economia.

Linha de base e normalização

A linha de base representa o desempenho antes da ação. Para comparações consistentes, deve ser ajustada, quando necessário, por produção, clima, ocupação, mix de produtos ou horas de funcionamento.

Medição e verificação

A medição e verificação compara o desempenho após a implantação com uma referência ajustada. A ANEEL adota metodologias de M&V baseadas no PIMVP para apurar resultados de projetos do PEE e padronizar sua avaliação. 

ISO 50001

A ISO 50001 orienta a criação de um Sistema de Gestão de Energia com política, objetivos, dados, medição, análise e melhoria contínua. A certificação é possível, mas não obrigatória. 

Programa Brasileiro de Etiquetagem

O PBE, coordenado pelo Inmetro, informa o desempenho de produtos e ajuda consumidores e empresas a comparar equipamentos.

Procel

O Selo Procel identifica produtos que se destacam em eficiência dentro de suas categorias. O PBE classifica e informa; o Selo Procel destaca os melhores níveis conforme seus critérios aplicáveis.

Programa de Eficiência Energética da ANEEL

O PEE promove o uso eficiente da energia elétrica por meio de projetos selecionados e avaliados quanto à eficácia e ao impacto. A participação não é automática: depende das regras, chamadas e procedimentos aplicáveis.

Perguntas frequentes sobre eficiência energética

É melhorar a relação entre a energia utilizada e o resultado entregue. Isso pode ocorrer pela redução de perdas, pela modernização de processos ou pela adoção de tecnologias que entreguem o mesmo serviço com menor consumo de energia final.

Economia é a redução absoluta do consumo. Eficiência considera também o resultado entregue e as condições operacionais.

Motores adequados à carga, climatização controlada por ocupação, iluminação setorizada, redução de perdas térmicas, recuperação de calor, bombas de calor industriais, recompressão mecânica de vapor, baterias térmicas e processos elétricos mais eficientes.

Com linha de base, consumo, demanda e indicadores normalizados por produção, área, ocupação, clima ou horas de funcionamento.

É a energia consumida por unidade de atividade, como kWh por tonelada ou kWh por metro quadrado.

É uma norma internacional para estruturar um Sistema de Gestão de Energia baseado em dados, metas, medição e melhoria contínua.

O PBE informa e classifica o desempenho. O Selo Procel identifica produtos de destaque em eficiência dentro da categoria.

É um programa que apoia projetos voltados ao uso eficiente da energia elétrica, conforme regras e procedimentos da ANEEL.

Pode reduzir a energia final necessária para a operação e as emissões associadas. Quando combinada ao Powershift e ao uso de eletricidade renovável, também pode contribuir para substituir combustíveis fósseis. O resultado depende da tecnologia, da origem da energia, do nível de atividade e das emissões de cada alternativa.

Não. Eficiência reduz a energia necessária; renováveis mudam sua origem.

Defina o escopo, reúna dados, mapeie usos significativos, crie indicadores e linha de base, priorize ações e verifique os resultados.

Powershift é a mudança da matriz energética dos usos finais, por meio da substituição de combustíveis fósseis por eletricidade em processos, equipamentos, sistemas térmicos, frotas e outras aplicações.

Pode ser, quando a tecnologia elétrica entrega o mesmo serviço com menor consumo de energia final ou maior desempenho energético. O resultado deve ser demonstrado por comparação técnica entre a solução atual e a alternativa elétrica.

A eletrificação pode aumentar o consumo de eletricidade e, ao mesmo tempo, reduzir o consumo total de energia final quando substitui uma tecnologia fóssil menos eficiente. O resultado depende do processo, da tecnologia escolhida e das condições operacionais.

O potencial pode ser avaliado em processos de aquecimento, geração de vapor, secagem, evaporação, refrigeração, movimentação e transporte. A viabilidade depende de fatores como temperatura, perfil de operação, tecnologia disponível, infraestrutura elétrica, custos e confiabilidade.

O Powershift transfere usos finais baseados em combustíveis para a eletricidade. Quando a energia elétrica utilizada é proveniente de fontes renováveis, a estratégia também pode contribuir para reduzir a intensidade de carbono da operação.

 A necessidade depende da carga adicional, da demanda simultânea e da capacidade das instalações existentes. O estudo deve avaliar conexão, transformadores, sistemas de distribuição interna, demanda contratada, curva de carga e requisitos de confiabilidade.

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