Centro de Operação no Pará passa a comandar um conjunto de hidrelétricas com 11,2 GW de capacidade instalada na Amazônia
26/10/2026 às 01:49 | Atualizado em 26/10/2026 às 11:18A AXIA Energia concentrou em Tucuruí, no Pará, a operação de sete usinas hidrelétricas que, juntas, somam 11,2 GW de capacidade instalada. Com a transferência do comando das usinas de Teles Pires e Colíder, antes realizada em Brasília, o Centro de Operação de Tucuruí passa a reunir a gestão operacional de importantes ativos de geração da companhia na Amazônia.
Além de Tucuruí, Teles Pires e Colíder, fazem parte do conjunto as usinas Balbina, Samuel, Coaracy Nunes e Curuá-Una. A centralização busca padronizar procedimentos, reunir conhecimento técnico e tornar mais ágil a resposta a eventuais contingências.
“A concentração da operação das sete usinas em Tucuruí é uma decisão estratégica para a AXIA Energia aqui na região. Passamos a ter um centro dedicado ao comando desse conjunto, com procedimentos comuns e foco na otimização da operação. Nosso objetivo é dar mais agilidade às respostas e consistência à gestão operacional”, afirma Antonio Pardauil, presidente da AXIA Energia na região Norte.
Operação remota conecta hidrelétricas na Amazônia
Mesmo separadas por centenas de quilômetros, as usinas podem ser supervisionadas e comandadas remotamente a partir de Tucuruí. A equipe do centro acompanha as condições das instalações e executa os principais comandos necessários à geração de energia.
Em Teles Pires, por exemplo, é possível atuar a distância nos equipamentos de geração e no vertedouro, estrutura utilizada para liberar água sem passagem pelas turbinas e auxiliar no controle hídrico do reservatório.
“A partir de Tucuruí, supervisionamos em tempo real as usinas da AXIA na região Norte e realizamos remotamente os principais comandos da operação. Partimos e paramos unidades geradoras, ajustamos a potência, monitoramos continuamente as condições hidrológicas”, explica Jureny Costa, coordenadora do Centro de Operação em Tucuruí.
Cada decisão também considera uma programação diária estabelecida pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) com base na disponibilidade das usinas. Ao longo do dia, essa programação pode ser ajustada conforme as necessidades do sistema elétrico.
Hidrelétricas ajudam a acompanhar as variações da geração renovável
A geração hidrelétrica também desempenha um papel importante diante das oscilações de outras fontes renováveis. Quando a produção eólica ou solar fica abaixo do esperado, por exemplo, pode ser necessário aumentar rapidamente a geração das hidrelétricas. Quando ocorre o contrário, a geração hidráulica pode ser reduzida.
Esses ajustes consideram fatores como disponibilidade dos equipamentos, condições hidrológicas e restrições específicas de cada instalação.
Um centro que funciona 24 horas por dia
Para acompanhar esse conjunto de ativos, o Centro de Operação de Tucuruí funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, com operadores distribuídos em três turnos. A equipe é formada por 17 profissionais, responsáveis por atividades que vão da programação energética ao acompanhamento das condições dos reservatórios e das restrições ambientais de cada usina.
Essas particularidades fazem parte da rotina de operação. Entre os pontos monitorados estão as condições do rio abaixo de Tucuruí, a proteção de peixes e, em Balbina, restrições relacionadas a quelônios.
“Cada uma dessas usinas tem sua história e suas particularidades, mas há desafios comuns a quem opera na Amazônia. Reunir seu comando em Tucuruí une capacidade operacional e conhecimento da região. Queremos que a experiência acumulada em cada instalação ajude a tomar decisões melhores para todo o conjunto”, destaca Antonio Pardauil.
A nova configuração consolida Tucuruí como um importante polo de operação da AXIA Energia na região Norte. Em paralelo, a usina avança em seu processo de modernização, com R$ 1,5 bilhão em investimentos previstos até 2029 para atualizar equipamentos, sistemas e infraestrutura tecnológica e fortalecer sua eficiência operacional.