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Nordeste concentra projetos de inovação em energia da AXIA

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Projetos em Petrolina, Casa Nova e Sobradinho testam HCPV, BESS, microgrid e sensores IoT aplicados à geração, ao armazenamento e ao uso de energia renovável.

20/10/2026 às 07:50 | Atualizado em 21/10/2026 às 09:08

BESS, microgrid e HCPV e sensores IoT. Os nomes podem parecer futuristas, mas essas tecnologias já estão sendo testadas pela AXIA Energia em projetos no Nordeste. O polo reúne iniciativas em Petrolina (PE), Casa Nova e Sobradinho (BA) voltadas aos desafios do futuro do setor elétrico brasileiro.  
 

Cada projeto investiga uma aplicação diferente. Casa Nova integra fontes solar e eólica, armazenamento em baterias e um data center. Sobradinho testa geração solar flutuante, armazenamento e monitoramento com sensores IoT. Em Petrolina, a pesquisa combina concentração solar com produção de eletricidade e calor. 

Mas o que significam essas tecnologias e como elas funcionam na prática? A AXIA Energia explica.
 

Energia armazenada para usar depois 

BESS é a sigla para Battery Energy Storage System, ou sistema de armazenamento de energia em baterias. De forma simples, funciona como uma grande bateria que armazena energia para ser utilizada em outro momento. 

Na Planta Híbrida Inteligente de Casa Nova, na Bahia, o BESS opera junto à geração solar e eólica e a um data center. O sistema possui potência de 1 MW e capacidade de armazenamento de 1,4 MWh. A planta também conta com uma unidade fotovoltaica de 1 MW e um gerador eólico de 1,5 MW. 

A combinação permite estudar o ciclo de geração, armazenamento e consumo de energia renovável em uma mesma infraestrutura.  

“Esse conjunto faz da Planta Híbrida de Casa Nova uma das maiores unidades de pesquisa em energia renovável a céu aberto do mundo, permitindo estudos inéditos sobre integração de fontes, armazenamento, qualidade de energia e novos modelos operacionais”, destaca o vice-presidente de Tecnologia da AXIA.
 

Uma rede elétrica em menor escala 

A microgrid, ou microrrede, é uma rede elétrica em menor escala que integra geração e consumo de energia. Dependendo de sua configuração, pode funcionar conectada ao sistema elétrico ou de maneira autônoma. 

Em Casa Nova, o data center foi projetado para operar tanto de forma autônoma, por meio de uma microgrid formada pelas usinas solar e eólica, quanto conectado às redes de distribuição e transmissão. Essa configuração permite estudar o uso de cargas flexíveis para aproveitar excedentes de energia renovável.
 

Concentração solar para produzir eletricidade e calor 

Em Petrolina (PE), o sol também é matéria-prima para pesquisa e inovação. A Planta Fotovoltaica de Alta Concentração de Torre Central utiliza a tecnologia HCPV (High Concentration Photovoltaics). O sistema combina espelhos que acompanham a trajetória do sol, módulos fotovoltaicos de alta eficiência e aproveitamento térmico da radiação solar.  

A instalação possui uma torre central de 40 metros, cercada por 247 heliostatos, espelhos que rastreiam a luz solar e direcionam a radiação para um receptor no topo da torre. A planta tem capacidade de geração elétrica de 1 MW e também captura 2,2 MW de energia térmica. 

“A companhia vê o complexo de Petrolina como uma plataforma para testar novas aplicações energéticas. Entre elas estão o armazenamento térmico, a refrigeração industrial e a operação de data centers de alta eficiência. Este projeto é hoje referência para o desenvolvimento de soluções que integrem geração renovável, armazenamento de energia e infraestrutura digital no Brasil”, afirmou Juliano Dantas.

Monitoramento inteligente em Sobradinho 

No reservatório da hidrelétrica de Sobradinho (BA), a AXIA Energia instalou uma planta piloto de geração solar flutuante integrada a um sistema de armazenamento em baterias (BESS). 

É nesse projeto que entram os sensores IoT, ou sensores de Internet das Coisas. São dispositivos capazes de coletar informações sobre equipamentos e ambientes e transmitir esses dados digitalmente, permitindo acompanhar o funcionamento dos sistemas. 

Na planta solar flutuante, que possui 0,8 MWp de potência instalada e geração média de 1,3 GWh por ano, os sensores IoT são utilizados para monitoramento contínuo e estudos de desempenho. A estrutura também está integrada à rede local de distribuição em média tensão.  

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