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Evento de Geotecnologias da AXIA Energia destaca inovação e transformação digital

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GIS, inteligência artificial, monitoramento meteorológico e dados geoespaciais ampliam a capacidade de antecipar riscos, proteger ativos e apoiar decisões no setor de infraestrutura

12/08/2026 às 08:44 | Atualizado em 12/08/2026 às 18:02

O painel “Geotecnologias: conectando mundos, transformando negócios”, promovido pela AXIA Energia em 12 de agosto, no Rio de Janeiro, reuniu especialistas da companhia, da Vale e da Petrobras para discutir como transformar dados geoespaciais em inteligência para o negócio. 

O debate mostrou que o GIS (Sistema de Informações Geográficas) vem assumindo um papel cada vez mais estratégico ao integrar informações de campo, sensores, imagens de satélite, dados meteorológicos, sistemas corporativos e inteligência artificial.

Da gestão territorial à tomada de decisão

Na abertura do evento, Jader Fernandes, diretor de Licenciamento e Condicionantes da AXIA Energia, destacou que a companhia enxerga o GIS como uma ferramenta estratégica para gestão de riscos e antecipação de cenários.

“Hoje entendemos o GIS como uma ferramenta de gestão de riscos. É fundamental que os dados estejam integrados para que decisões estratégicas possam ser tomadas com mais segurança. Dados se tornaram ativos e quem consegue transformá-los em inteligência amplia sua capacidade de antecipar cenários e agir de forma estratégica.”

Entre as iniciativas apresentadas está o ATMOS, centro de monitoramento e inteligência meteorológica da AXIA Energia, que acompanha eventos climáticos severos e apoia análises preditivas para fortalecer a gestão dos ativos.

PortalGEO transforma dados em inteligência

A estratégia da companhia para integrar diferentes fontes de informação foi apresentada por Valéria Carazzai, gerente executiva de Geoprocessamento de Operações.

“Nosso papel é entregar a melhor informação espacial para as equipes operacionais e para a alta liderança, garantindo uma informação clara, precisa e segura para apoiar a tomada de decisão.”

Segundo a executiva, o PortalGEO funciona como uma plataforma corporativa que reúne dados geográficos, indicadores operacionais, séries históricas, imagens, documentos e informações de sistemas corporativos em um ambiente único e governado.

A solução integra iniciativas como o VEQTRACK, para monitoramento de vegetação e queimadas em linhas de transmissão; o Protector, voltado à detecção de ocupações irregulares; o Monitoramento Agro; e o ATMOS.

“A decisão precisa chegar antes que o risco se materialize. Quando conectamos satélites, sensores, séries históricas, GIS e inteligência artificial, conseguimos construir cenários futuros, identificar tendências e apoiar respostas coordenadas.”

Da identificação de riscos à tomada de decisão na Vale

Representando a Vale, Verônica Silva, analista de Geoprocessamento, apresentou aplicações de GIS na gestão do Complexo de Tubarão, que monitora centenas de condicionantes relacionadas à qualidade do ar, recursos hídricos, emissões e resíduos, ente outros.

“Temos sistemas distintos e diferentes fontes de informação. O GIS funciona como um grande integrador, aproximando os dados da operação e fortalecendo a gestão de ativos, o cumprimento de condicionantes ambientais e o cuidado com as pessoas.”

Utilizando GIS, a Vale integra dados de diferentes sistemas ambientais e corporativos em uma plataforma única, permitindo gerar alertas, realizar análises espaciais e apoiar a tomada de decisão.

Entre as aplicações apresentadas estão o monitoramento meteorológico dos pátios de pelotas, a gestão de ativos ambientais, o acompanhamento de efluentes e recursos hídricos, a identificação de áreas críticas e plumas contaminantes, além da gestão de mais de 3 mil árvores catalogadas no cinturão verde do Complexo de Tubarão.

Inteligência artificial e GIS na transformação digital da Petrobras

Já Rogério Coelho, gerente setorial de Plataformas Modulares e Desenvolvimento da Petrobras, apresentou o ChatGIS, solução baseada em inteligência artificial generativa e arquitetura multiagentes capaz de integrar diferentes bases de dados para apoiar decisões operacionais.

“O usuário não precisa saber onde a informação está. Ele faz uma pergunta e o sistema aciona agentes especializados conectados às bases corporativas para entregar respostas contextualizadas.”

Rogério também chamou atenção para a qualidade e governança dos dados como um fator decisivo para o sucesso da inteligência artificial, bem como o risco de incoerências nas análises e decisões.

“Padronização, metadados e qualidade da informação são fundamentais para que a inteligência artificial funcione corretamente. Se uma base registra informações em milhas náuticas e outra em quilômetros, por exemplo, a inteligência artificial pode gerar respostas incorretas. Por isso, o tratamento e a sanitização dos dados são tão importantes quanto os modelos de IA.”

Conectar informações para gerar valor

Apesar das particularidades de cada operação, as três empresas mostraram que o futuro da gestão de ativos passa pela conectar dados, pessoas e territórios para transformar informação em inteligência, inteligência em ação e ação em valor para o negócio.

Para Valéria, o desafio está na integração entre territórios, tecnologias e áreas de negócio. Para Verônica, o principal ganho é a capacidade de antecipar riscos e aproximar os dados da operação. Enquanto Rogério reforçou que a combinação entre GIS, inteligência artificial e governança de dados abre novos caminhos para decisões mais precisas e eficientes.

Ao encerrar o evento, Jader destacou que a tecnologia só gera valor quando está a serviço das pessoas.

“Na AXIA Energia, colocar a vida em primeiro lugar é um compromisso permanente. São as pessoas que fazem tudo acontecer. Quando utilizamos GIS, inteligência artificial e dados para antecipar riscos, estamos protegendo pessoas, ativos e meio ambiente. Esse é o resultado mais importante que podemos alcançar.”
 

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