Vista aérea de ilha na Amazônia

Ilha de Germoplasma

Da semente à floresta

Criada em 1984, a Ilha de Germoplasma é um ativo ambiental estratégico localizado no complexo da usina hidrelétrica de Tucuruí (PA) e se destaca como um dos importantes polos de conservação florestal da Amazônia. Com 129 hectares, que equivalem a cerca de 181 campos de futebol, o espaço abriga aproximadamente 100 mil árvores de 220 espécies nativas.  
 
Mais do que uma área preservada, a Ilha funciona como um banco genético vivo. Cada árvore é cuidadosamente selecionada e cultivada como matriz para a coleta de sementes e a produção de mudas destinadas a projetos de reflorestamento em diferentes pontos da região. A estrutura conta com viveiro capaz de produzir até 120 mil mudas por ano, banco genético florestal e laboratório de análise de sementes. 
 
O trabalho envolve a coleta criteriosa das sementes, sua análise em laboratório e a propagação em viveiro, assegurando diversidade, qualidade genética e rastreabilidade ao longo de todo o processo. A gestão contempla ainda o monitoramento permanente da fauna, avaliações da sanidade vegetal e ações preventivas contra espécies invasoras.
mãos plantando mudas de planta.

Os números que revelam a potência da Ilha de Germoplasma

  • 37 milhões vegetation_clearing
    sementes produzidas
  • 800 mil vegetation_clearing
    mudas produzidas
  • +120 mil vegetation_clearing
    mudas produzidas em 2025

  • +88 mil vegetation_clearing
    mudas doadas em 2025
  • +500 vegetation_clearing
    Famílias beneficiadas

Preservamos o DNA da Amazônia para transformar sementes em novas florestas

Plantação

Para o presente 

A produção e doação de sementes e mudas nativas fortalece cadeias sustentáveis, apoia agricultores e impulsiona comunidades locais. O resultado é uma floresta mais diversa, economias mais resilientes e um ciclo de restauração que beneficia toda a Amazônia.

Conservação que impulsiona o futuro

Conheça algumas espécies da Ilha de Germoplasma

Pote com castanhas.

Castanha-do-pará (Bertholletia excelsa)

Árvore de grande porte típica da Amazônia, cuja regeneração depende da interação com a fauna, especialmente roedores que dispersam seus frutos. As sementes são ricas em selênio e lipídios e sustentam uma importante cadeia extrativista, essencial para a renda e o modo de vida de comunidades amazônicas.

Açaí.

Açaí (Euterpe oleracea)

Palmeira nativa da Amazônia oriental, adaptada a áreas alagadas como várzeas e igapós. Produz frutos ao longo de todo o ano e tem grande importância alimentar e econômica, sendo base de cadeias produtivas regionais, além de ser utilizada na extração de palmito.

Ingá

Ingá (Inga edulis)

Amplamente distribuída na América do Sul tropical, ocorre com frequência em áreas úmidas e margens de rios. Os frutos com polpa comestível e a capacidade de fixar nitrogênio tornam a espécie relevante em sistemas agroflorestais e na recuperação ambiental.

Morotó.

Morototó (Didymopanax morototoni)

Espécie pioneira de ampla distribuição no Brasil, comum em áreas abertas e degradadas. O rápido crescimento e a oferta de alimento para aves e mamíferos favorecem o uso em projetos de restauração florestal e recomposição de ambientes naturais.

Cupuaçu.

Cupuaçu (Theobroma grandiflorum)

Nativo da Amazônia e parente próximo do cacau, apresenta reprodução dependente da polinização por insetos. Os frutos são amplamente utilizados na alimentação, enquanto as sementes originam manteigas e óleos empregados nas indústrias cosmética e alimentícia.

Copaíba

Copaíba (Copaifera spp.)

Grupo de espécies arbóreas comuns na Amazônia, conhecidas pela produção de óleo-resina acumulado no tronco. Extraído por manejo não destrutivo, o produto é utilizado tradicionalmente na medicina popular e possui relevância econômica como recurso florestal não madeireiro.

Ipê-amarelo.

Ipê-amarelo (Handroanthus serratifolius)

Presente em diferentes biomas brasileiros e se destaca pela floração intensa durante a estação seca. Além do valor paisagístico, a madeira apresenta alta durabilidade, o que levou à adoção de controles mais rigorosos de exploração e comércio.

Mogno.

Mogno (Swietenia macrophylla)

Árvore amazônica de grande porte e alto valor econômico. A exploração seletiva ao longo do tempo reduziu os estoques naturais, exigindo práticas de manejo mais restritivas, como proteção de matrizes e ampliação dos ciclos de corte.