Da semente à floresta
Mais do que uma área preservada, a Ilha funciona como um banco genético vivo. Cada árvore é cuidadosamente selecionada e cultivada como matriz para a coleta de sementes e a produção de mudas destinadas a projetos de reflorestamento em diferentes pontos da região. A estrutura conta com viveiro capaz de produzir até 120 mil mudas por ano, banco genético florestal e laboratório de análise de sementes.
O trabalho envolve a coleta criteriosa das sementes, sua análise em laboratório e a propagação em viveiro, assegurando diversidade, qualidade genética e rastreabilidade ao longo de todo o processo. A gestão contempla ainda o monitoramento permanente da fauna, avaliações da sanidade vegetal e ações preventivas contra espécies invasoras.
Os números que revelam a potência da Ilha de Germoplasma
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37 milhõessementes produzidas
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800 milmudas produzidas
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+120 milmudas produzidas em 2025
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+88 milmudas doadas em 2025
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+500Famílias beneficiadas
Preservamos o DNA da Amazônia para transformar sementes em novas florestas
Conservação que impulsiona o futuro
Conheça algumas espécies da Ilha de Germoplasma
Castanha-do-pará (Bertholletia excelsa)
Árvore de grande porte típica da Amazônia, cuja regeneração depende da interação com a fauna, especialmente roedores que dispersam seus frutos. As sementes são ricas em selênio e lipídios e sustentam uma importante cadeia extrativista, essencial para a renda e o modo de vida de comunidades amazônicas.
Açaí (Euterpe oleracea)
Palmeira nativa da Amazônia oriental, adaptada a áreas alagadas como várzeas e igapós. Produz frutos ao longo de todo o ano e tem grande importância alimentar e econômica, sendo base de cadeias produtivas regionais, além de ser utilizada na extração de palmito.
Ingá (Inga edulis)
Amplamente distribuída na América do Sul tropical, ocorre com frequência em áreas úmidas e margens de rios. Os frutos com polpa comestível e a capacidade de fixar nitrogênio tornam a espécie relevante em sistemas agroflorestais e na recuperação ambiental.
Morototó (Didymopanax morototoni)
Espécie pioneira de ampla distribuição no Brasil, comum em áreas abertas e degradadas. O rápido crescimento e a oferta de alimento para aves e mamíferos favorecem o uso em projetos de restauração florestal e recomposição de ambientes naturais.
Cupuaçu (Theobroma grandiflorum)
Nativo da Amazônia e parente próximo do cacau, apresenta reprodução dependente da polinização por insetos. Os frutos são amplamente utilizados na alimentação, enquanto as sementes originam manteigas e óleos empregados nas indústrias cosmética e alimentícia.
Copaíba (Copaifera spp.)
Grupo de espécies arbóreas comuns na Amazônia, conhecidas pela produção de óleo-resina acumulado no tronco. Extraído por manejo não destrutivo, o produto é utilizado tradicionalmente na medicina popular e possui relevância econômica como recurso florestal não madeireiro.
Ipê-amarelo (Handroanthus serratifolius)
Presente em diferentes biomas brasileiros e se destaca pela floração intensa durante a estação seca. Além do valor paisagístico, a madeira apresenta alta durabilidade, o que levou à adoção de controles mais rigorosos de exploração e comércio.
Mogno (Swietenia macrophylla)
Árvore amazônica de grande porte e alto valor econômico. A exploração seletiva ao longo do tempo reduziu os estoques naturais, exigindo práticas de manejo mais restritivas, como proteção de matrizes e ampliação dos ciclos de corte.