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Aumento de Vida Útil de Pás de Turbinas Hidrelétricas: Recuperação e Revestimentos Avançados Tolerantes à Cavitação e Erosão

Leaders: André Flavio Schiante Dos Santos e Marcos Aurelio Izumida Martins

Prezados parceiros do ecossistema de inovação, esperamos que todos estejam bem! Apresentamos abaixo um novo desafio tecnológico, para o qual buscamos propostas de solução tecnológica que aumente a vida útil de pás de turbinas de usinas hidrelétricas localizadas no Rio Madeira: recuperação e revestimentos avançados tolerantes à cavitação e erosão. 

-> Informação Nova: Para apoiar o preenchimento da inscrição, convidamos os interessados a participar do Pitch Reverso, agenda online dedicada a apresentar o desafio em maior profundidade, esclarecer dúvidas técnicas e apoiar a avaliação de aderência da solução proposta. 
Pitch Reverso: 30/06, às 17h 
Link de participação: https://teams.microsoft.com/meet/216330616211811?p=FJltNCBoDCXnNqOty4

-> Prazo: O formulário para envio de propostas ficará disponível até 12/07/2026

-> Para envio da Proposta de Projeto é necessário preencher o Formulário de Inscrição On-line (link no final desta página) - Atenção: neste formulário existe um item que solicita o envio de link para um vídeo de no máximo 5 minutos onde a instituição irá apresentar sua proposta de solução (formato de Pitch - 5 minutos) e o envio do Formulário Padrão de Proposta de Projeto (ver item a seguir).

-> No Formulário de Inscrição On-line (link final da página), materializando a proposta de projeto, existe campo específico que solicita o envio do FORMULÁRIO PADRÃO DE PROPOSTA DE PROJETO devidamente preenchido (click no link a seguir para BAIXAR o formulário em seu computador para edição).

i) Formulário_Proposta_Projeto_Tech_Partnerships-P&D (BAIXE o ARQUIVO para edição);

-> Obs.: Link para acesso ao Formulário de Inscrição no final desta página.

A seguir detalharemos o desafio de inovação tecnológica.

A) Contexto e motivação 

Usinas hidrelétricas vêm operando em condições cada vez mais severas, nas quais a cavitação e a erosão aceleram o processo de desgaste e consequente degradação das pás de turbinas do tipo Kaplan e Bulbo, elevando custos de manutenção e risco de indisponibilidade, causando sérios riscos a operação de ativos de geração e controle do SIN. Com isso, buscamos soluções tecnológicas (parcerias) que aumentem a durabilidade das pás:

 

  • Materiais e Métodos de Reparo e Revestimentos: Identificar no mercado nacional e internacional materiais e revestimentos prontos que podem ser testados para recuperação / reparo de pás de turbinas hidráulicas, incluindo técnicas de aplicação, com o objetivo de ampliar o número de horas de operação entre os reparos necessários e consolidar uma estratégia de reparo + revestimento com definição de processos/métodos de aplicação qualificados, seguros e repetíveis no contexto do aumento da resiliência das Unidades Geradoras. 


B) Dor (problema) a ser resolvida 

Precisamos reduzir o impacto de cavitação e da erosão em pás de turbinas, aumentando vida útil, diminuindo intervenções e tornando a manutenção mais previsível. Hoje, a severidade dos desgastes impõe intervenções para reparos, queremos com novos materiais para correção, soluções de revestimentos para aplicação pós reparo e em novas pás, métodos de aplicação (reparo e revestimento): 

 

1. Aumentar intervalos entre intervenções/reparos, com qualidade e repetibilidade industrial; 

2. Otimizar o tempo de aplicação da solução, reduzindo indisponibilidade associada.

 

C) Objetivo do desafio 

Selecionar propostas de solução de parceiros tecnológicos (startups, fabricantes, empresas, integradores, Universidades, Instituições de Ciência e Tecnologia - ICT etc.) capazes de entregar os resultados e impactos previstos neste desafio, individualmente ou em consórcio.
 

Frente 1 – Materiais e Processos de Reparo

 

  • Materiais e processos de reparo com alta resistência à cavitação/erosão a ser aplicada nas pás das turbinas que em operação sofreram processo erosivo/cavitacional, sem a necessidade de remoção das pás e/ou abertura do conduto hidráulico, com aplicação controlada e repetível, incluindo (não limitado a) recuperação por deposição metálica, que pode ser através de solda e também buscar novos materiais possíveis para recuperação cavitacional que podem substituir com melhor eficiência os que são utilizados atualmente.
  • Processos/métodos de aplicação qualificados, seguros e repetíveis considerando a natureza do local que é extremamente úmido, confinado, e com particularidades intrínsecas do ambiente funcional de turbinas hidráulicas. Deve-se considerar o atendimento impreterível das normas de segurança brasileiras, sendo as principais NR-06, NR-10, NR-12, NR-33 e NR-35.
  • Metodologia de qualificação: estudos preliminares de avaliação das tecnologias, simulação computacional, validações técnicas e econômicas e posterior atividades práticas como ensaios laboratoriais + prova de conceito e testes em campo, com critérios de aceitação e inspeção. ;

 

Frente 2 – Revestimentos e Processos de Aplicação
 

  • Revestimentos e processos de aplicação com alta resistência à cavitação/erosão a ser aplicada nas pás recuperadas ou novas das turbinas sem a necessidade de remoção das pás e/ou abertura do aro câmara, com aplicação controlada e repetível, incluindo (não limitado a): elastômeros técnicos, revestimentos metal-cerâmicos, laser cladding, HVOF (WC-CoCr / WC-NiCrBSi), FSP, cold spray, multicamadas e rotas híbridas.
  • Processos/métodos de aplicação qualificados, seguros e repetíveis considerando a natureza do local que é extremamente úmido, confinado, e com particularidades intrínsecas do ambiente funcional de turbinas hidráulicas. Deve-se considerar o atendimento impreterível das normas de segurança brasileiras, sendo as principais NR-06, NR-10, NR-12, NR-33 e NR-35.
  • Metodologia de qualificação: estudos preliminares de avaliação das tecnologias, simulação computacional, validações técnicas e econômicas e posterior atividades práticas como ensaios laboratoriais + prova de conceito e testes em campo, com critérios de aceitação e inspeção.

 

D) Escopo do desafio (o que está dentro e fora)
 

Dentro do escopo 

  • Materiais, processos e rotas de aplicação para reparo de pás, com menor taxa de incremento de tensões residuais de forma a garantir a manutenção das características metalúrgicas adequadas à operação segura de toda área recuperada (quando aplicável, p.ex. laser cladding, solda).
  • Soluções de revestimentos avançados para proteção de regiões críticas sujeitas à cavitação e erosão, incluindo processos/procedimentos e rotas de aplicação.
  • Estratégia de qualificação e critérios de aceitação (QA/QC), inspeção e monitoramento pós-intervenção (mínimo necessário).
  • Elaboração de análise técnico-econômica comparativa, considerando cenários de “reparo + revestimento” versus substituição de pás, incluindo impactos em janelas de manutenção e disponibilidade.
  • Propostas inovadoras adicionais aderentes aos objetivos do desafio, desde que tecnicamente justificadas e aplicáveis ao ambiente operacional.

 

Fora do escopo (neste desafio específico)

  • Qualquer método de recuperação e/ou revestimento que exija a remoção das pás da turbina e/ou abertura do aro câmara e/ou adequação climática do local de instalação, ou qualquer intervenção estrutural que implique alteração significativa da configuração operacional;
  • Tecnologias dependentes de condicionamento climático controlado no local de aplicação.
  • Temas relacionados a características hidrossedimentológicas do rio Madeira (clima, bioma, sedimentos, características da água etc.), logística/infraestrutura e monitoramento de ativos como frente principal (podem aparecer como suporte, mas não são o foco central aqui).

 

E) Quem pode participar

  • Empresas de engenharia, empresas de manufatura avançada, fabricantes (turbinas, produtos poliméricos, eletrodos), integradores, startups e industriais (materials/robotics/manufacturing), empresas de O&Ms ligadas a operações em diferentes setores voltadas a problemas correlatos, fornecedores dos setores de polímeros e metais diversos, ICTs/universidades/centros de pesquisa com capacidade e tecnologias aplicáveis e transferíveis.

 

F) Indicadores (KPIs) desejados para o piloto
 

Para Frente 1 (Materiais e Processos de Reparo - solda)

  • Eficiência de mobilização operacional: tempo e complexidade para preparação da intervenção;
  • Taxa de desgaste (kg de recuperação / 1000h de operação) a ser avaliado após 8.000h, 12.000h, 16.000h e 20.000 de operação;
  • Tempo médio de reparo (kg aplicado / dia);
  • Custo por evento (R$/kg);
  • Redução do tempo total de indisponibilidade da unidade geradora;
  • Estabilidade e repetibilidade do processo (variabilidade entre aplicações).

 

Para Frente 2 (Revestimentos e Processos de Aplicação)

  • Durabilidade efetiva do revestimento (horas de operação até degradação relevante);
  • Taxa de desgaste (kg de recuperação / 1000h de operação) a ser avaliado após 8.000h, 12.000h, 16.000h e 20.000 de operação;
  • Tempo médio de aplicação (pás/dia);
  • Custo adicional por evento (R$/pás);
  • Eficiência de proteção (redução percentual da taxa de degradação);
  • Aderência e integridade do revestimento ao longo do tempo.

 

G) Requisitos técnicos 
 

Requisitos gerais (aplicáveis a todas as propostas) 

  • Para soluções prontas de mercado: Resultados consolidados de aplicações reais, preferencialmente em ambientes industriais similares
  • Aplicação em ambiente de UHE e repetibilidade industrial: a solução deve ser concebida para aplicação real em usina, com procedimento padronizável e resultados repetíveis (não “artesanal”).
  • Plano de qualificação e validação: deve apresentar rota clara de validação (arquitetura/planejamento → laboratório → prova de conceito → piloto em campo) com critérios de aceitação e inspeção.
  • Critérios objetivos de desempenho: definir métricas mensuráveis de ganho - KPIs (por exemplo: taxa de erosão/pitting, intervalos entre reparos/trocas, tempo de intervenção).
  • Compatibilidade com estratégia de ciclo de vida: propostas devem explicitar como contribuem para aumentar o número de horas de operação, visando ciclos mais longos entre os intervalos de manutenções.
  • Rastreabilidade e documentação técnica: entregar documentação de processo/projeto, parâmetros críticos, materiais consumíveis e plano de aplicação inspeção/aceitação e procedimentos.
  • Capacitação das equipes envolvidas nas empresas executoras e consequente capacidade de repasse das tecnologias para as equipes locais de O&M.

 

Frente 1 e 2 – Materiais de reparo, Revestimentos e Processos de Reparo 
 

Requisitos mínimos (obrigatórios) 

  • Solução baseada em materiais/revestimentos/processos avançados aplicáveis à proteção/reparo de pás sujeitas a cavitação/erosão (por exemplo, mas não limitado a: elastômeros técnicos, revestimentos metal-cerâmicos, laser cladding, HVOF (WC-CoCr / WC-NiCrBSi), FSP, cold spray, multicamadas e rotas híbridas).
  • Adequação do processo de recuperação para minimizar tensões residuais e garantir manutenção das características metalúrgicas adequadas à operação segura de toda área recuperada (quando aplicável, p.ex. laser cladding, solda).
  • Rota de qualificação completa contendo:

    - estudos preliminares de avaliação das tecnologias que demonstrem através de experiências passadas a efetividade do produto ou método; 

    - apresentação de simulação computacional que evidencie que o produto ou método é viável em termos de tempo e aplicabilidade; 

    - ensaios laboratoriais (aderência, dureza, resistência a cavitação/erosão) e; 

    - provas de conceito e testes em campo em conjunto reduzido de máquinas/unidades e em máquinas/unidades reais em campo.

  • Proposta de valor ligada a investimentos: indicar como a solução reduz custo a necessidade de investimento de troca de pás e/ou custo de reparo e como aumenta a disponibilidade ao reduzir frequência de paradas. 
     

Requisitos diferenciais

  • Opções de automação/robotização para aumentar repetibilidade, padronização e precisão do processo de reparo e de aplicação de revestimento: Uso de automação e/ou robotização para garantir maior padronização, precisão e segurança na aplicação;
  • Capacidade de adaptação a geometrias complexas e condições operacionais restritivas;
  • Soluções que possibilitem ganhos relevantes de escala e replicabilidade entre diferentes usinas hidrelétricas;
  • Redução significativa de risco operacional e aumento da segurança das equipes de manutenção.
     

Evidências e ensaios mínimos esperados (para comprovação)

  • Relatórios técnicos comparativos de desempenho em laboratório, incluindo ensaios de aderência, dureza, resistência à cavitação e erosão.
  • Plano estruturado de testes em campo, com definição clara de metodologia, critérios de aceitação e indicadores;
  • Relatório comparativo de desempenho das soluções aplicadas em campo;
  • Proposição de métricas quantitativas de desempenho, incluindo taxa de desgaste, intervalo entre intervenções e ganho de vida útil, por exemplo: taxa de recuperação (kg/1000h de operação) e intervalos entre reparos.
  • Indicadores de processo: tempo médio de reparo e estabilidade do resultado.

 

H) Restrições e premissas importantes (para orientar as propostas) 

  • As soluções devem ser concebidas para aplicação em ambiente real de usina hidrelétrica, considerando condições adversas como alta umidade, espaço confinado e restrições operacionais;
  • As propostas devem estar plenamente aderentes às normas de segurança aplicáveis (NRs) e às práticas de O&M do setor elétrico;
  • É imprescindível a definição de critérios objetivos de inspeção, aceitação e acompanhamento da performance ao longo do tempo;
  • As soluções devem considerar viabilidade técnica, econômica e operacional, incluindo restrições de parada e manutenção das unidades geradoras;
  • As propostas de codesenvolvimento de soluções ou das técnicas de aplicação deverão buscar o atendimento do máximo de KRs dos manuais PROPDI e PEQUI ANEEL. 

 

I) Contrapartidas e benefícios ao parceiro 

  • Acesso a ambiente operacional real para validação tecnológica em escala piloto;
  • Oportunidade de validação ou codesenvolvimento com um player relevante do setor elétrico, potencializando maturidade tecnológica (TRL);
  • Geração de caso de referência (case) com alto valor de mercado nacional e internacional;
  • Possibilidade de contrato de fornecimento/serviço pós-validação.

 

J) Propriedade Intelectual 

  • Este desafio tem objetivo de buscar solução(ões) em parceria com indústrias, fabricantes, fornecedores tecnológicos e centros de pesquisa/universidades, garantindo um ambiente seguro e colaborativo do ponto de vista de propriedade intelectual (PI).
  • As tecnologias já desenvolvidas pelos parceiros permanecem sob sua titularidade, sem qualquer exigência de compartilhamento compulsório, permitindo que as instituições participem com confiança e proteção de seus diferenciais competitivos. Ao mesmo tempo, caso surjam inovações relevantes a partir da parceria, estas poderão ser estruturadas em regime de codesenvolvimento, com modelo de PI definido em conjunto, assegurando ganhos para todas as partes envolvidas.
  • O principal objetivo é resolver de forma prática o desafio da UHE no rio Madeira, viabilizando soluções robustas, escaláveis e com alto potencial de replicação — abrindo espaço para parcerias de longo prazo e geração de valor aos ativos de geração da AXIA Energia e novas possibilidade de negócio e de ganhos para os respectivos parceiros. 

 

K) Modelo de parceria esperado

  • Projeto piloto de codesenvolvimento ou de testes de soluções maduras com possibilidade de ser enquadro com PDI ANEEL cooperado, fornecimento com qualificação, licenciamento ou parceria com integrador/O&M, parcerias estratégicas entre proponentes (indústrias, fabricantes, integradores, Instituições de Ciência e Tecnologia - ICT, Universidades etc.).

 

Prazo e link para submissão: O formulário de envio de propostas ficará disponível até 12/07/2026.

 

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