Das cinzas à reconstrução: a reabertura de espaços marca uma nova etapa na história da instituição.
10/07/2026 at 03:22 | Updated 10/07/2026 at 14:24As marcas do incêndio de 2018 ainda fazem parte da paisagem do Palácio de São Cristóvão. Mas, hoje, elas convivem com a capacidade de reconstrução de uma das instituições científicas e culturais mais importantes do país. Em comemoração aos seus 208 anos, o Museu Nacional lança duas exposições gratuitas que convidam o público a conhecer o trabalho por trás da preservação do conhecimento e a refletir sobre o valor da memória.
A ciência que acontece nos bastidores
A exposição Bastidores da Ciência revela ao público uma dimensão pouco conhecida do Museu Nacional, apresentando os processos e profissionais que trabalham diariamente para preservar, recuperar e produzir conhecimento. Restauração de peças arqueológicas, taxidermia, modelagem digital, paleoarte e ilustração científica ajudam a mostrar como fragmentos da história ganham novas possibilidades de pesquisa e interpretação.
Entre os destaques está a coleção de instrumentos musicais criada pelo luthier Davi Lopes a partir de madeiras recuperadas dos escombros do incêndio. Um exemplo de como a transformação também pode nascer da adversidade, convertendo perdas em novas formas de expressão e legado.
A memória ressignificada pela arte
Na mostra Rescaldo das Memórias, instalada justamente no espaço onde o incêndio de 2018 que devastou o museu teve início, o artista Vik Muniz apresenta fotografias e esculturas produzidas com cinzas e fragmentos resgatados após a tragédia.
Em meio às estruturas que ainda guardam as marcas do fogo, as obras propõem uma reflexão sobre memória, permanência e reconstrução. Mais do que revisitar o passado, a exposição convida o público a olhar para o futuro e para tudo aquilo que pode ser recuperado, preservado e compartilhado com as próximas gerações.
AXIA: energia para preservar o patrimônio brasileiro
A reconstrução do Museu Nacional também é resultado da união de esforços entre instituições públicas, privadas e a sociedade. Parceira do projeto desde os primeiros momentos do programa Museu Nacional Vive, a AXIA Energia destinou recursos para as obras de recuperação do Paço de São Cristóvão.
O apoio contribui para a restauração do patrimônio histórico e para a continuidade de importantes pesquisas científicas e culturais desenvolvidas pela instituição e reforça o compromisso da AXIA Energia com projetos que geram valor duradouro para a sociedade, conectando desenvolvimento, preservação e futuro.
Serviço
As exposições Bastidores da Ciência e Rescaldo das Memórias estão em cartaz no Paço de São Cristóvão (Museu Nacional/UFRJ), na Quinta da Boa Vista, até 30 de agosto, com visitação das 9h às 16h. A entrada é gratuita, sujeita à lotação, com retirada antecipada de ingressos pelo link da plataforma Sympla.